Monte Frio
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História do Monte Frio

A génese do Monte Frio

O local onde actualmente está implantada a aldeia de Monte Frio era, bem antes do início do seu povoamento, constituído por matos e terras incultas. Esta parcela de terra foi entregue a Vasco Domingues, a pessoa que se pode considerar como o fundador da povoação, encarregado de construir casas e fazendas a arrotear (desbravar (a terra) para ser cultivada), segundo consta da escritura da "Carta de foro e emprazamento" arquivada na Torre do Tombo em Lisboa, que não só foi da futura povoação do Monte Frio como também da futura povoação da Relva Velha.

A escritura foi celebrada na castra (claustro) da Sé Catedral de Coimbra entre o cabido (corporação dos cónegos de sé ou colegiada) representado pelos cónegos Bartolomeu Eymar, tesoureiro e Dom Gisiardo Mestre Escola e entre Vasco Domingues representando a futura povoação do Monte Frio e Liaz Lourenço, João Gonçalves e Esteves Domingues representando a futura povoação da Relva Velha e subscrita por Johan Vicente na Terça-feira, dia 1 de Fevereiro de 1345 (1345 do Calendário Cristão; ou 1383 do Calendário Juliano que vigorava na altura em Portugal, tendo sido este o ano efectivamente utilizado no documento), reinando na altura D. Afonso IV, o Bravo, Rei de Portugal entre 1325 e 1357. Neste documento se assinalaram com precisão os terrenos "matos" até então, que deveriam ficar a pertencer a cada povoado e seriam convenientemente arroteados, se descreveu o pagamento em géneros e dinheiro das rendas e se determinou que tudo estivesse realizado, casas e fazendas, até ao dia "de São Miguel de Setembro primeiro que vem", isto é, até 29 de Setembro do Ano de Cristo de 1345.

A seguir se transcreve a carta de escritura de aforamento numa cópia integral e conforme ao texto, escrita por Johan Vicente, no primeiro dia do mês de Fevereiro da Era de César de 1383, que corresponde ao ano de Cristo de 1345:

Saibão todos quantos esta carta de Poboação virem que nós Bartolomeu Eymar Tesoureiro e Dom Gisiardo mestre escola e Cabido da Sé da cidade de Coimbra damos afforo e a poboação deste dia para, todo sempre a vos Liaz Lourenço de Moura e a vos João Gonçalves e Esteves Dominguez do dito logo e a vos Vasco Domingos, dito Madurgo tabalião de Coia e a vossas mulheres e a vossos filhos e a todos vossos sucessores que despos vos vierem hun mato que nos avemos a par da nossa mata de Magaraz so tal preito e condição que vos façades no dito logo cinco casaes e meio convem a saber por esta guisa. Vos dito Liaz Lourenço fazerdes hi dois casaes e vos Joham Gonçalves e Estevão Domingues fazerdes outros dois casaes. E vos Vasco Domingos os outros casal e meio dos quaes primeiros quatro casaes estes são os termos. Primeiramente como se começa a cume do camorro vertente agua como se vem a água de Magaraz e dy acima por essa agua de Magaraz tirada a herdade que hi jaz arrota de Stevão Calanpro como se vai pela água ataa foz do Val dos Galegos para cima da mata ataa cima do Val da Meuda, como parte com M. (1) Vaqueiro. E dai como se vai em dereito aa Picota de Magaraz. E dessa Picota como vai a fundo entrar na água de parrunelos. E dessa água açima como se vai da fonte spinho e dy como se vay aas picotas de cima da moura. E dy como se vai vertente água à selada do formarago. E dy como verte a água ao cumo do camorro. E do casal e meio são estes os termos primeiramente pelo cume do camorro como se vem entrar na foz da água da camorro tirada a herdade que hy foi achada do tempo do mourisco que foi arrota. E dessa foz da água do camorro como se vaj pela lomba da madeira acima da selada dos dois chãos e dy adeante á água do Cabeço da Chamua e de sy vertente água ao caminho da moura como se vay pelo cume vertente água ao cume do camorro. E vos todos e cada hun de vos devedes a fazer os ditos casaes no dito logo pela guisa que dito he ataa dia de São Miguel de Setembro primeiro que vem. E fazerdes a nos este foro vos e todos vossos sucessores que despos vos vierem. para todo sempre de cada hun casal hun quarteiro de pão meiado em cada hun ano. E por jugada hun almude de trigo cada hun e de suas galinhas dez ovos de cada hun casal. E se ouverdes linno dardes de hun casal vos e todos vossos sucessores hun molho de tres vergas assi como se usa na Bemfeita. E dardes por pedida e por jantar dez soldos de cada hun ano de todos estes cinco casaes e meio. E todo isto devedes pagar assuado na Eyra em cada hun ano. E em este primeiro ano porque não teendes hy lavoyra serdes scusados do dito foro salvo que dedes a nos a oytava daquilo que vos Deus der nos ditos cinco casaes e meio. E des este primeiro adeante dejdes a nos em cada hun ano o sobredito foro pela guisa que suso dito he. E vos devedes a aver madeira da dita nossa mata para fazerdes vossas casas no dito logo e para manterdes vossa lavoura. E não na devedes por vos tomar se não pedir dela antre ao nosso mateiro como a averdes mester e el darvos aquela que cumprir e doutra guisa não. E se a por vos tomardes ou cortardes a dita madeira da dita mata ou em outra guisa dano fizerdes em ela por vos ou com vossos gaados que de cada hua vez que vos hy acharem ou souberem que o fez estes que paguedes a nos sessenta soldos por cada um de vos. E por cada hua cabeça de gaado cinco soldos. E se por ventura vos ou cada hun dos vossos sucessores que despos vos vierem quiserdes vender os ditos casaes em cada hun deles deve de lo antre fazer saber a nos. E se os nos quisermos avermolos tanto por tanto. E se os não quisermos vos não os devedes de vender a cavaleiro nem a dama nem a Ricome nem a nenhum outro poderoso mays venderdelos aa tal pessoa ou pessoas que fação a nos o dito foro em cada hun ano como dito he. E outro sy nao devedes hy a criar filho de cavaleiros nem filha nem de Ricome nem doutro homem poderoso para que a dita nossa terra seia sueira. E não cumprindo vos e todos aqueles que despos vos vierem as ditas cousas ou cada hua delas ou não pagando a nos o dito foro como dito he devedes a nos apeytar vinte e cinco libras de pena e tolhermos a vos e as pessoas que despos vos vierem os ditos casaes e não vos poderdes porem chamar esbulhados nem forçados. E cumprindo vos as ditas cousas e cada hua delas, e pagando a nos o dito foro como dito he e nos quisermos tolher a vos e aqueles que despos vós vierem os ditos casaes devemos a vos apeitar as ditas vinte e cinco libras. e cada via a feito ser firme pela guisa que dito he. E nos Liaz Lourenço e João Gonçalves e Estevão Dominguez e Vaasco, Domingues Madurga por nos e nossas mulheres e nossos filhos e por todos aqueles que despos nos vierem louvamos e outorgamos todalas cousas sobreditas e cada hua delas. E obrigamonos a cumprilas e guardalas em todo como dito he sob a dita pena. Em testemonho deste mandamos ende ser feitas duas cartas partidas por abc feitas forão em Coimbra na Crasta da See da dita cidade hu de custume os conygos fazerem o Cabido primo dia de fevereiro da Era de mil trezentos e oytenta e tres anos testemunhas que presentes forão Joham Vicente prebendeiro João Martins seu homem. Pedro paaes. Estevão perez Raçoeiros da dita See Lourenço Rodrigues de Mendes e outros. E eu Joham Vicente tabalião público Del Rey na dita Cidade de Coymbra que a todo isto presente fui por mandado e outorgamento e a rogo das ditas partes duas cartas ambas de hun theor partidas por abc e que este meu sinal fiz em testemunho de Verdade que tal he (sinal). E eu sobredito tabelião lavrei esta carta dantre tal e da Nota e do caminho vinte soldos.

(1) O sinal aposto na "carta" tanto pode significar Mestre como Martim.



Não percebemos porque se referiram a "soldos" e "libras" quando o "dinheiro" seria a moeda oficial. Ao que se apurou, soldo era uma moeda de prata. 20 soldos correspondiam, em geral, a 1 morabitino. Um morabitino valia 180 dinheiros. Um soldo valeria então 9 dinheiros. Talvez fosse da tradição como falar do conto de escudo no tempo do escudo e do euro ou falar dos contos de reis no tempo dos reis e do escudo. Ora, naquele tempo, ao que se apurou, o morabitino já tinha deixado de se utilizar no reinado de Sancho II. Recomenda-se, por isso, que se estude a história da moeda para esclarecimento desta matéria.

Vasco Domingues, tabelião de profissão (funcionário público que lavra e regista escrituras e outros documentos autênticos e reconhece assinaturas; notário) em Côja, foi obrigado a arranjar casal e meio e criar condições de sobrevivência, arroteando a terra para produzir o necessário à vida. As primeiras casas foram feitas com madeiras da Mata de Margaraz (Mata da Margaraça), propriedade de fidalgos de Avô, nascendo a povoação com prazo marcado até ao dia de São Miguel (29 de Setembro de 1345).
O dia de São Miguel, celebrado pela Igreja a 29 de Setembro, corresponde na vida do campo ao fim do ano agrícola, com as colheitas realizadas e o vinho vindimado e por isso marcado em regra como termo do prazo dos pagamentos de rendas.

O local exacto onde Vasco Domingues iniciou os seus trabalhos não é conhecido, podendo ter sido algures dentro da povoação do Monte Frio, mas é mais provável ter sido um pouco afastado do aglomerado urbano actual do Monte Frio. Umas pessoas pensam que terá sido perto da
Fonte do Vale (afastado do Monte Frio (urb.) actual), outras pessoas nas actuais Penedas (dentro do Monte Frio (urb.) actual). Nada é certo quanto a este local! No entanto, foi a presença abundante de água, que existiria e ainda existe, que determinou decisivamente a localização inicial e posterior do Monte Frio (urb.) (dizem os antigos que nos veios freáticos do Monte Frio (geogr.) corre água com força capaz de arremessar um homem).
Em ambos os lugares referidos existe água com abundância, mas, na Fonte do Vale existe pouca água no Verão, pelo que, se esta foi a localização inicial, rapidamente se devem ter mudado para as Penedas e isso justificaria o facto do núcleo urbano do Monte Frio, pelo o que a memória alcança e o que se conhece, ter sido sempre nas Penedas.
Outro factor importante terá sido o alto número de horas de sol que o Monte Frio (urb.) apanha e que ajuda em muito na agricultura; o Monte Frio (urb.) apenas não apanha os primeiros raios de sol pela manhã, mas isso é compensado por um maior número de raios de sol ao final da tarde.

A origem do nome Monte Frio é também desconhecida. Porém, existe uma história que é simultaneamente uma lenda e que liga o nome Monte Frio ao nome da Benfeita. Como em todas as histórias do género, a probabilidade de ser real é elevada, sendo que esta não terá probabilidade inferior. A história começa no sítio onde agora está implantada a Benfeita e que era habitada por pastores (a pastorícia era um dos modos mais usuais de subsistência das povoações da Serra do Açor). Estes pastores para alimentarem os seus rebanhos com boas pastagens viam-se obrigados a levá-los para o alto da serra, fora do vale da Benfeita, onde existiam as melhores forragens para o gado (alguns pastores, agora inexistentes, até aos finais do sec. XX ainda faziam exactamente a mesma coisa). E um dos sítios para onde iam, era precisamente o Monte Frio (geogr.) (referindo-se aqui ao monte com o mesmo nome onde está actualmente a aldeia de Monte Frio (urb.) - o monte do Monte Frio (geogr.)). Ora, como no alto da serra no Monte Frio (geogr.) costumava estar muito frio (devido em grande parte ao vento frio que costuma soprar neste local, em especial no formarigo), na vinda, os que tinham ficado na Benfeita e que tinham ficado relutantes à ida dos primeiros para tão longe e para tão agrestes lugares, perguntavam aos que acabavam de regressar do Monte Frio (geogr.) : "Então como está lá o tempo?". A resposta era: "Está muitooo friiio". Ao que era replicado num tom jocoso e brincalhão pelos da Benfeita : "Bienfecta" (bem feita). Assim, foi fácil surgir o nome Monte Frio, primeiro para o monte e depois para a pequena povoação de indivíduos que iriam em 1345 morar no alto da serra e Benfeita para o local onde ficavam os pastores no vale onde está hoje a aldeia da Benfeita.
É assim engraçado, o facto de terem sido os primórdios dos montefrienses os que deram nome à sua futura sede de freguesia, retribuindo a sugestão jocosa e brincalhona dada pelos autóctones da Benfeita!


Envolvente histórica

A povoação da região iniciou-se no reinado de Sancho I, o Povoador, Rei de Portugal entre 1185 e 1211, no século XII, quando este viveu no Castelo de Avô e mandou vir gente do estrangeiro para povoar as terras da região. Providenciou, por isso mesmo, algumas medidas e em 1187 com o fim de atrair habitantes à região, concedeu foral a Avô, uma vez que era uma povoação fronteiriça com as terras dos Mouros que vinham de Cáceres e Badajoz.

Os moradores de Côja tiveram foral em 1260.

Porém, alguns historiadores afirmam que no século XIII ainda era muito reduzido o povoamento na região.

A independência de Portugal, constitui o factor fundamental para a formação da língua portuguesa, iniciando-se aí o período do galaico-português que iria até ao século XIV.

Do século XII ao Século XIV, o português substituiu o latim nos documentos oficiais.

No século XIV começa-se a observar a separação do galego e do português. A partir daí são duas línguas, ou melhor, dois co-dialectos, cada vez mais diferentes.

Durante o reinado de D. Afonso IV, houve a preocupação deste monarca em legislar com a noção de justiça, equivalendo esta a políticas com o fim de se obter um equilíbrio social e não tanto uma justiça de crime e castigo. A política deste monarca pautou-se portanto mais por um equilíbrio entre interesses e grupos opostos, de que se destaca a frase proferida nas cortes de 1352 e que recomendava que a divisão da mão-de-obra se fizesse de guisa que os pobres sejam igualados com os ricos segundo os lavores e lugares e os tempos. Uma outra questão importante é o facto dos centros urbanos terem começado a atrair as pessoas, ficando os campos com falta de braços que faziam falta, provocando a alta dos salários agrícolas.

Em 1344, Portugal foi abalado por um sismo de magnitude moderada, com epicentro no Vale Inferior do Tejo, situado a nordeste de Lisboa.

Em 1345, século XIV, foi fundada a povoação de Monte Frio.

Na altura o "Cumo do Camorro" era o pico ou cabeço mais elevado entre as povoações de Relva Velha e Monte Frio e que tem 867 metros de altura, hoje conhecido como "Camorro", mas registado na matriz predial de Arganil como "Cabeço do Ponto". "Cabeço da Chamua" é o actual "Cabeço da Chama". "Selada do Formarigo" é o actual "Formarigo" ou "Selada Velha" e a Mata de "Margaraz" é a actual "Mata da Margaraça".

Em 1345, era Papa Clemente VI (1342-1352), segundo o Annuario Pontificio de 1972.

Em 1345 a moeda que vigorava em Portugal era o dinheiro, moeda que já vinha desde o tempo de D. Afonso Henriques, o qual a mandou cunhar, provavelmente depois de 1179.

No dia 31 de Outubro de 1345, nasce D. Fernando de Portugal, futuro 9º rei de Portugal, filho de D. Constança Manuel, esposa de D. Pedro, o Justiceiro, futuro 8º Rei de Portugal entre 1357 e 1367 (n. c. 1318), mas com alguns problemas de saúde.

No dia 13 de Novembro de 1345, falece D. Constança Manuel, esposa de D. Pedro, o Justiceiro, futuro 8º Rei de Portugal entre 1357 e 1367 (n. c. 1318), presumivelmente devido a complicações pós-parto.

Em 1348/9 uma catástrofe atingiu o país, a peste negra, que causou uma razia na população que de 1,4 milhões de habitantes, ficou reduzida a apenas 1 milhão (valores obviamente estimados).

Este facto juntamente com várias crises agrícolas, sociais (os altos salários das zonas rurais começaram a ser um problema para os proprietários que não os podiam pagar), a desvalorização da moeda e outros factores, levaram tudo junto, à revolução de 1383-85.

Os amores entre D. Pedro, o Justiceiro, futuro 8º Rei de Portugal entre 1357 e 1367 e D. Inês de Castro, que viria a ser rainha depois de morta, teve como consequência, em 7 de Janeiro de 1355 a sua execução, por decapitação em Montemor-o-Velho, depois de um conselho ordenado pelo rei D. Afonso IV.

Em 24 de Agosto de 1356, a Península Ibérica foi abalada por um sismo de intensidade semelhante ao de 1755 e 1969, com epicentro no Banco de Gorringe, situado a Sudoeste do Cabo de São Vicente.

Em 1385 D. Nuno Álvares Pereira vence as batalhas de Aljubarrota e de Valverde.

Foi por isso um período turbulento aquele que viu nascer a aldeia de Monte Frio.

Dos fins do século XIV aos princípios do século XV, concluem-se algumas evoluções fonéticas para a fixação do português.

Em Portugal, o decreto Régio de D. João I, em 22 de Agosto do ano da Era Juliana de 1460, ordenou que daí em diante se passasse a usar o ano do nascimento de Cristo como ano do começo ou referência, substituindo assim a era de César. Assim, o dia a seguir ao decreto régio, deixaria de ser o 16 de Agosto de 1460 Era Juliana para ser o 16 de Agosto de 1422 Era de Cristo Ano do Nascimento ou "ANNO DOMINI".

Em 1527 D.João III, o Piedoso, Rei de Portugal entre 1521 e 1557, mandou cadastrar as aldeias existentes da região, ficando agrupadas em 3 termos.
Avô : Anseriz, Piódão, Chãos dÉgua, Foz da Moura, Sargaçosa, Casarias e Calquorinho
Coja : Esculca, Casal do Pisão, Salgueiral, Vila Cova, Vinhó, Casal de São João, Costinha, Barril, Cerdeira, Benfeita, Luadas, Relva Velha, Casal de Monte Frio, Casal dos Pisões, Casal do Pai das Donas, Sardal, Enxudro, Dreia, Deflores, Ribeira de Cepeiça, Águadalte, Relvas, Mouronho, Dalvaro Dez, Pousadeiros, Castanheira, Pereira, Espariz, Parruneiro, Carragosela, Pinheiro, Póvoa, Bogalhas, Meda de Mouros, Póvoa do Salgueiral e Póvoa de Coja
Arganil : Çacarias, Sallam, Cerzedo, Pereiro, Dorruchez (Rochel), Cadavaes, Maladam, Valbona, Póvoa, Folques e Torrozelas

Em 1527, na freguesia da Benfeita, haviam apenas 46 fogos, assim distribuídos : Benfeita, 18; Luadas, 4; Casal dos Pizões, 1; Casal do Pai das Donas, 1; Sardal, 3; Enxudro, 1; Casal de Relva Velha, 1; Casal do Monte Frio, 4; Casal dos Pardieiros, 4; Casal da Dreia, 2; e Casal da Deflores, 7.

Para corrigir o erro, entre o ano solar e ano civil, que no ano de 1582 (D.C.) já era de 10 dias, (o equinócio da Primavera que deveria ser em 21 de Março de 1582 ocorreu em 11 de Março) o Papa Gregório XIII, pela sua Bula Inter Gravissimas de 24 de Fevereiro de 1582, ordenava a reforma do Calendário, para um ano trópico de 365,2425 dias. Para se conseguir a devida correcção, o dia a seguir a 04 de Outubro de 1582 (quinta-feira), foi o dia 15 de Outubro de 1582 (sexta-feira). Desta maneira a diferença entre o ano civil e o natural (solar) não atingirá um dia em menos de 5.000 anos.

O primeiro pároco da Benfeita terá sido Martinho de Ilharco em 1606.

Em 1758 a freguesia compreendia : a Dreia, 11 fogos; a Deflores, 5; as Luadas, 27; o Pai das Donas, 10; o Sardal, 18; o Enxudro, 12; a Relva Velha, 10; o Monte Frio, 20; e os Pardieiros, 24. A Benfeita, sede de freguesia, tinha nessa data 101 fogos. A população total de ambos os sexos, com mais de 7 anos, era de 791 pessoas e o número de fogos, 238. Das povoações, sem a Benfeita, a maior era Luadas, seguindo-se Pardieiros e Monte Frio. O patrono das oito povoações com capela eram os seguintes: Dreia, Nossa Senhora da Graça; Deflores, Santa Maria Madalena; das Luadas, S.Simão; do Sardal, Nossa Senhora da Paz; do Enxudro, Santo António; da Relva Velha, Nossa Senhora das Neves; do Monte Frio, o Milagroso Bom Jesus; e de Pardieiros, S.Nicolau. Pai das Donas não possuía capela na altura, mais tarde construída, cujo patrono é Nossa Senhora dos Remédios.

Provavelmente, terá acontecido no séc. XIX a maior expansão populacional e a maior construção de fogos no Monte Frio.

Na freguesia da Benfeita, em 1911 havia 1.761 habitantes residentes.

Em 1936 de acordo com o recenciamento feito pelo padre da paróquia da Benfeita, viviam no Monte Frio 288 habitantes residentes, nomeadamente 130 homens e 158 mulheres e 85 famílias. Em termos de actividades sectoriais das pessoas que viviam permanentemente no Monte Frio tinhamos: 14% de crianças, 28% no sector primário, 2% no sector secundário, 9% no sector terciário, 46% de domésticos e 1% sem trabalho.

Na freguesia da Benfeita, em 1940 havia 1.551 habitantes residentes.

Na freguesia da Benfeita, em 1960 havia 1.291 habitantes residentes.

Em Outubro de 1960 o recenseamento aos fogos da freguesia da Benfeita apresenta o Monte Frio com 67 fogos, sendo naquela data a terceira povoação da freguesia mais populosa, atrás da Benfeita com 126 fogos e dos Pardieiros com 96 fogos.

Em Março de 1971 haviam 3.429 habitantes a menos no concelho de Arganil. Na freguesia da Benfeita, em 1960 havia 1.409 habitantes, em 1970 apenas 1.023.

Na freguesia da Benfeita, em 1970 havia 1.019 habitantes residentes.

Na freguesia da Benfeita, em 1981 havia 884 habitantes residentes.

Na freguesia da Benfeita, em 1991 havia 666 habitantes residentes, nomeadamente 297 homens e 369 mulheres e 22,3% eram analfabetos. No concelho de Arganil, em 1991 havia 13.926 habitantes residentes, nomeadamente 6.614 homens e 7.312 mulheres.

Na freguesia da Benfeita, em 2001 havia 502 habitantes presentes, nomeadamente 227 homens e 275 mulheres, 503 habitantes residentes, nomeadamente 228 homens e 275 mulheres, 236 famílias, 645 alojamentos, 627 edifícios, 20,2% (96 habitantes) eram analfabetos, apenas 10 habitantes tinham nível de ensino superior, 225 estavam empregados e 8 estavam desempregados. No concelho de Arganil, em 2001 havia 13.407 habitantes presentes, nomeadamente 6.388 homens e 7.019 mulheres, 13.623 habitantes residentes, nomeadamente 6.521 homens e 7.102 mulheres, 5.143 famílias, 9.927 alojamentos e 9.174 edifícios.

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Estrada Nacional 344, de Monte Frio a Porto da Balsa

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'Esta terra que sou eu' de Maria Otília Duarte Pimenta Henriques
«Esta terra que sou eu» de Maria Otília Duarte Pimenta Henriques


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