Monte Frio
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Antropologia

Os indivíduos com origens no Monte Frio constituem uma população com estatura pouco abaixo da média, dolicocefalia (crânio alongado para trás), rosto um pouco sobre o comprido, nariz estreito e alto, ortognatismo (recta perpendicular), lábios finos ou médios, olhos e cabelos escuros, cabelos ondeados, leptorrinia (com base algo larga) e pele pálida ou morena. São chamados de Homo europeus.
As raças dos montefrienses, segundo a classificação de Deniker, subdividem-se em:
1º Raça pequena dolicocéfala (do tipo metro e meio) - estatura baixa, morena, dolicocéfala e mesorrínica.
2º Raça braquicéfala (crânio pouco alongado para trás) - estatura abaixo da média, morena, cabeça globulosa e ócciput vertical (osso ao pé da nuca) e mesorrínicos.
A maioria dos montefrienses são destas duas raças. Os de raça mais rara no Monte Frio, mas com alguns indivíduos são os de:
3º Raça loira ou nórdica (do tipo suecos) - alta estatura, dolicocéfala, mesatidolicóide (entre o dolicocéfalo e os braquicéfalos), com nariz longo e fino, deptorrínico, pele rosada e olhos e cabelos loiros ou ruivos.
4º Raça semita-fenícia (do tipo marroquinos) - muito moreno, olhos escuros, cabelo preto, estatura mediana, de cabeça dolicóide proeminente, diâmetro biparietal amplo (ossos dos lados e a abóbada do crânio), rosto alongado, arcadas zigomáticas pouco salientes (entre o osso temporal e parte do osso malar), de maneira a dar à face um aspecto triangular com vértice para baixo, olhos grandes e rasgados em amêndoa.
5º Raça dolicocéfala de alta estatura patente nos trogloditas (que vive em cavernas) das costas mediterrânicas.
E os quase ou já extintos no Monte Frio:
6º Raça dolicocéfala de baixa estatura, o primitivo autóctone.

A população do Monte Frio desde o ano de 1345 cresceu lenta e gradualmente. Pelos traços morfológicos actuais, os indivíduos que começaram a povoar o Monte Frio no passado foram todos de raça branca e não tiveram muitas misturas com indivíduos de outras raças, sendo, por isso, muito puros de raça de origem dos seus antepassados. Normalmente eram pessoas de estatura baixa, muito magras sobretudo em tempos de carência alimentar o que aliás era uma situação habitual (bastava um mau ano agrícola para isso acontecer e dois maus anos seguidos para causar mortalidade elevada), mas o seu aspecto exterior escondia indivíduos muito robustos, capazes de aguentar adversidades extremas. Bastavam alguns bons anos agrícolas, para alguns indivíduos evoluírem da magreza provocada pela escassez, para uma corpulência gorda e robusta consequência da abundância agricola. A própria alcunha dos habitantes do Monte Frio, os "valentões", ajuda a compreender o que se acabou de relatar. O epíteto de gordura é formosura também no Monte Frio era levado a sério, pois são os indivíduos gordos (com calorias excedentárias) os mais propensos a sobreviver em situações de escassez alimentar.
Em termos de número de habitantes, teve ligeiras oscilações ao longo dos anos, devido às crises agrícolas que provocavam fome e mortalidade; mas, a partir de meados do século XX, a população começou a decrescer lenta e progressivamente, fruto do abandono da maioria dos seus habitantes para as áreas litorais do território de Portugal continental, o chamado êxodo rural e ainda fruto de alguns, mas poucos, emigrantes.
Em consequência disso a população do Monte Frio é actualmente idosa, constituída fundamentalmente por reformados, sendo que o gráfico da pirâmide de idades é irregular e invertida, com grandes classes etárias idosas em relação às mais jovens.
A estrutura profissional da população do Monte Frio, sendo constituída fundamentalmente por reformados, tem o pouco restante da população dedicada ao sector terciário e ainda menos ao sector secundário e primário.
O tipo de povoamento presente no Monte Frio é o povoamento aglomerado ou concentrado, em virtude do forte relevo existente e por razões históricas para defesa pessoal dos seus habitantes, o que provocou uma forte ligação entre os vizinhos.

A casa, um elemento que caracteriza fortemente uma população e as características pessoais das pessoas que a habitam, foi mudando ao longo dos tempos em Monte Frio. Até meados do século XX as casas eram todas construídas com a pedra existente na região, o xisto (paredes e telhados) e com madeira nomeadamente o carvalho (todos os materiais eram encontrados na região). Tinham geralmente um andar, destinado às pessoas e as lojas no rés-do-chão para os animais e para arrecadação e armazenamento das culturas. Poucas casas tinham forno, mas os seus proprietários permitiam o seu uso por toda a povoação do Monte Frio. Nenhuma das casas tinha casa de banho! Este conceito é típico de um aglomerado urbano e por isso apenas recente no Monte Frio. No Monte Frio as necessidades das pessoas eram feitas nos chamados cagaçais, ou no campo e a lavagem e higiene pessoal era feita em tinas e bacias de metal. A partir de meados do século XX as casas começaram a ser construídas com tijolo e cimento (paredes) e por telha vermelha (telhados), todas muito diferentes umas das outras, mas pintadas de branco na sua generalidade (alguns materiais passaram a vir de sítios longínquos). Ah! E as casas já eram construídas com casa de banho!

Curral tradicional no Sábado, 1 de Janeiro de 2005
Curral tradicional no Sábado, 1 de Janeiro de 2005

Curral remodelado com telha vermelha Carriça no Sábado, 1 de Janeiro de 2005
Curral remodelado com telha vermelha Carriça no Sábado, 1 de Janeiro de 2005

Casa dos anos 50 do séc. XX no Domingo, 2 de Janeiro de 2005
Casa dos anos 50 do séc. XX no Domingo, 2 de Janeiro de 2005

Frente de uma casa dos anos 70 do séc. XX remodelada nos anos 90 do séc. XX na 6ªfeira, 31 de Dezembro de 2004
Frente de uma casa dos anos 70 do séc. XX remodelada nos anos 90 do séc. XX na 6ªfeira, 31 de Dezembro de 2004

Frente de uma casa dos anos 90 do séc. XX na 6ªfeira, 31 de Dezembro de 2004
Frente de uma casa dos anos 90 do séc. XX na 6ªfeira, 31 de Dezembro de 2004

Lateral de uma casa dos anos 90 do séc. XX na 6ªfeira, 31 de Dezembro de 2004
Lateral de uma casa dos anos 90 do séc. XX na 6ªfeira, 31 de Dezembro de 2004

Forno particular na Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2005
Forno particular na Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2005
A porta azul é a entrada para o forno. Do lado direito é a arrecadação da madeira para o forno. Hoje em dia este forno tem uma utilização mais esporádica, como por exemplo, para a festa anual.

O mobiliário que ornamentava estas casas no passado era rústico e feito com as madeiras existentes na região. Os utensílios de cozinha eram constituídos pelo serviço de louça do cavalinho, panelas, frigideiras e colheres de pau.
Muitos artefactos e objectos de artesanato foram e são utilizados pela população montefriense, destacam-se a roçadoira, a sachola, o ancinho e os chapéus de palha.

2) Língua

Em Monte Frio fala-se português correctamente com ligeiro sotaque (dialecto ou falar) beirão, mas a desaparecer pelo sotaque lisboeta.
Existem alguns restícios de uma linguagem primitiva que em alguns casos não é português, ou é um português mal falado, mas que são utilizados frequentemente pela população. São chamados de termos vernáculos de Monte Frio, que se supõe serem de várias origens, principalmente das antigas línguas lusitanas e das línguas dos povos que invadiram a Lusitânia como os celtas e os romanos.

3) Religiões

A maioria dos montefrienses já não se interessa por religião. À medida que os montefrienses vão ficando mais cultos e mais instruídos, vão naturalmente abandonando praticas religiosas e pagãs uma vez que conseguem naturalmente pensar os assuntos por si mesmos e não se deixam influenciar por qualquer um.
Apesar de, oficialmente, a religião da maioria dos montefrienses ser católica apostólica romana, expressa na única capela dedicada a este culto evangélico e na imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem situada no Outeiro, a verdade é que o interesse da maioria por esta religião é nenhum.
No passado, foram conhecidos alguns desaguisados com os párocos que vinham celebrar a missa ao Monte Frio, como foi o caso de um que queria proibir os bailes na festa, julgando ele que estava na idade média em que o clero ainda mandava no povo subserviente. A partir desse momento, ele e seus seguidores, passaram a sair do Monte Frio de "bico bem calado". Porém, isso nunca foi causa de abandono das convicções religiosas do povo, servindo simplesmente e apenas para pôr e bem, os representantes da igreja e seus correligionários no seu devido lugar.
Como curiosidade o primeiro pároco da Benfeita terá sido Martinho de Ilharco em 1606. Os padres da paróquia da Benfeita foram:
1813-1827 Padre Francisco de Abranches Freire de Figueiredo
1827-1828 Padre João Antunes Leitão
1829-1833 Padre José Gregório da Costa
1833-1833 Padre José da Cruz Quaresma
1833-1834 Padre José Gregório da Costa
1834-1837 Padre João Antunes Leitão
1837-1840 Padre João Nunes Brandão
1840-1841 Padre José da Costa de Moura e Gouveia
1841-1854 Padre António da Neves e Sousa Pimenta, Padre Luís António Xavier, Padre Joaquim Florindo Corrêa, Padre Albino Simões Dias
1854-1855 Padre Manuel Duarte dos Santos
1855-1864 Padre António Soares Corrêa
1864-1889 Padre Joaquim Florindo Corrêa
1890-1900 Padre Alfredo Nunes D'Oliveira
1901-1911 Padre António Diniz Tavares
1911-1950 Padre António Quaresma
1950-1958 Padre José Rodrigues Redondo
1958-1976 Padre Joaquim da Costa Loureiro
1976-1979 Padre Carlos da Cruz Cardoso
Desde 1979 Padre António Dinis
Assim, o único Deus que se venera no Monte Frio é o Deus Baco. Baco abençoou e protege constantemente o Monte Frio e todos os montefrienses contra todos os demónios, que, de vez em quando, aparecem no Monte Frio e que são contra o espírito do Deus Baco.

4) Etnografia

A) Gastronomia e alimentação

A comida autóctone do Monte Frio, embora não havendo registos para comprovar, terá sido a mesma que no resto do país, ou seja, foram as papas de milho, os caldos: caldo de couves e caldo verde (sem azeite! até ao séc. XV), o pão de milho ou centeio ou mistura destes dois, ovos, castanhas, carne de porco, gordura de pingue (banha de porco), carne de carneiro, de coelho, de criação e peças de caça. Estas são as comidas tipicas.
Muitos dos alimentos que agora parece que são de cá, não o eram e não o são, senão vejamos, o bacalhau assado ou cozido vem da Terra Nova, Noruega ou Pacífico, a batata é de origem americana, a mediterrânica oliveira só no séc. XV chegou ao Mondego, o arroz até ao séc. XIX era um produto só de importação e o vinho veio do Além-Vouga Litoral.
Actualmente, a gastronomia montefriense foi e é muito influenciada pelos produtos agrícolas que a terra dá na região, dos produtos importados de outras terras de Portugal, dos frutos das árvores existentes na região, dos produtos dos animais e os próprios animais para consumo doméstico.
Destaca-se a chanfana de borrego ou carne fresca, o bucho, o arroz de fressura, o arroz de feijão, a broa de milho, a esmagada, os chouriços, o presunto, os tostelos, a aguardente de mel, a ginjinha, alguns licores, os coscoréis, as filhós e a tijelada.
A aguardente de mel é mesmo a bebida mais típica da região.

Alambique moderno na Terça-feira, 9 de Outubro de 2007
Alambique moderno na Terça-feira, 9 de Outubro de 2007
(foto da visita guiada por Amândio Henriques)

Alambique moderno na Terça-feira, 9 de Outubro de 2007
Alambique moderno na Terça-feira, 9 de Outubro de 2007
(foto da visita guiada por Amândio Henriques)

Alambique moderno na Terça-feira, 9 de Outubro de 2007
Alambique moderno na Terça-feira, 9 de Outubro de 2007
(foto da visita guiada por Amândio Henriques)

B) Danças e música

No Monte Frio o povo executa danças e bailes. Mais bailes que danças, porque danças são bailados mais cerimoniais, narrativos e ritualistas e bailes são danças de mero divertimento onde os bailados ficam ao sabor de cada par. Assim, nas danças, temos as danças arcaicas e os ranchos folclóricos que têm de vir da Cerdeira ou de Côja para mostrar todas as muitas danças de cerimónia de antigamente, e, nos bailes, temos as danças de diversão, danças de trabalho, o malhão, o fadinho, as modas de balhar, o bailarico e o divertimento em geral das pessoas nos bailes das festas, ao som dos grupos de música popular. De uma maneira geral o acompanhamento musical das danças populares no Monte Frio é: vocal-instrumental, só instrumental ou só vocal, com o apoio de instrumentos de percussão. O fado nunca foi tradição do Monte Frio, uma vez que o fado é recente e é originário de Lisboa, onde nas últimas décadas se desenvolveu por motivos meramente comerciais nos restaurantes tradicionais da capital. O povo, quer no campo, quer nas pescas, quer na vida em geral nunca cantou fado, nem o fado representou alguma vez a expressão intrinseca da vida das populações. Os acompanhamentos à viola, harmónica ou acordeão, também são recentes e nunca foram tradição no povo, pela complexidade da construção desses instrumentos. Os instrumentos de percussão, como por exemplo os bombos e os tambores, é que são tradicionais no Monte Frio.

C) Trajos

Em termos de vestuário, este não evoluiu muito ao longo dos tempos mais remotos. Só nos finais do século XX, é que com a emigração para fora do Monte Frio e as influências e poder económico trazidos dos locais de emigração é que o vestuário evoluiu para um trajar mais ou quase uniforme com as outras regiões de Portugal continental.
No passado, como a população do Monte Frio era pobre, o vestuário era consistente com essa pobreza material. Aliás, de uma maneira geral, com excepção de poucas regiões de Portugal, o trajo popular português era pobre. As pessoas trabalhavam no campo e usavam calças, camisas e às vezes colete, antigos, sujos, rasgados, ou com remendos característicos nas partes do vestuário mais sujeitas a desgaste e socos de madeira muito resistentes para os trabalhos no campo ou botas de borracha, eram os trajos de trabalho.
Vestuário bom, para algumas famílias, se o havia, era guardado para ocasiões muito especiais que eram sobretudo a festa anual, a missa, casamentos, baptizados e a tiragem de fotografias, eram os trajos de festa ou trajos de gala ou ricos. Para estas ocasiões especiais, os homens e rapazes trajavam de fato negro com camisa branca e gravata ou laço, as senhoras de vestidos diversos, mas na sua maioria escuros, as viúvas sempre de preto até ao seu falecimento e as meninas de vestido de branco.
No dia a dia, os homens cobrem a cabeça com chapéus de feltro e de aba larga, carapuços e barretes e as mulheres usam lenço na cabeça e por vezes lenço e chapéu. As capas são muito populares em homens e mulheres para resguardo da chuva e do vento. Esqueçam a utilização dos chapéus de chuva, porque, no Monte Frio, não sobrevivem ao primeiro temporal de vento e chuva! Embora se possam utilizar quando chove e não há vento. As mulheres ainda utilizam o xaile, jóias, brincos, cordões, alfinetes, pulseiras, medalhões e cruzes, tudo de ouro e com poucas pedras ou mesmo sem pedras. Os homens calçam sapatos ou botas, tanto de carneira como de pelica e as mulheres calçam sapatos de atanado, botas ou chinelas.

D) Jogos Tradicionais

O jogo mais tradicional e mais antigo que se conhece em Monte Frio é o jogo da malha ou chinquilho (e também o jogo do fito, sendo este uma variante daquele jogo); jogo de precisão e força, foi sempre muito popular em Monte Frio. Os jogos de cartas também são muito jogados nas suas vertentes da sueca, bisca ou copa. O dominó também ainda é jogado por algumas pessoas.
Antigamente, as sessões de porrada que existiam quando haviam desaguisados entre as pessoas, também se podem considerar mais como uma tradição do que uma outra coisa qualquer, o que, infelizmente, já não acontece hoje em dia.

5) Literatura

O primeiro livro do Monte Frio foi de poesia com o título «Esta terra que sou eu» da autora montefriense, Maria Otília Duarte Pimenta Henriques. A sessão de apresentação do livro decorreu no dia 29 de Novembro de 2014, Sábado, na Biblioteca Natália Correia, em Carnide, Lisboa às 16 horas.
O Monte Frio aparece ainda referenciado em jornais, revistas, livros, noticias na televisão, etc.

Apresentação do livro 'Esta terra que sou eu' de Maria Otília Duarte Pimenta Henriques no Sábado, 29 de Novembro de 2014
Apresentação do livro «Esta terra que sou eu» de Maria Otília Duarte Pimenta Henriques no Sábado, 29 de Novembro de 2014

Apresentação do livro 'Esta terra que sou eu' de Maria Otília Duarte Pimenta Henriques no Sábado, 29 de Novembro de 2014
Apresentação do livro «Esta terra que sou eu» de Maria Otília Duarte Pimenta Henriques no Sábado, 29 de Novembro de 2014

Apresentação do livro 'Esta terra que sou eu' de Maria Otília Duarte Pimenta Henriques no Sábado, 29 de Novembro de 2014
Apresentação do livro «Esta terra que sou eu» de Maria Otília Duarte Pimenta Henriques no Sábado, 29 de Novembro de 2014

'Esta terra que sou eu' de Maria Otília Duarte Pimenta Henriques
«Esta terra que sou eu» de Maria Otília Duarte Pimenta Henriques

6) Construção civil, engenharia civil e arquitectura

Desde a fundação em 1345 até hoje, o Monte Frio sempre terá tido especialistas nas artes da construção civil, muito competentes e tecnicamente exemplares, com prestigio, com fama e com obra feita no Monte Frio e nos arredores, e, pelo que se prevê, assim continuará, pelos menos, por mais alguns anos. Desde Vasco Domingues que teve de construir casal e meio, passando pelo Alberto Peres, pelo António Guilherme Afonso "Alvoco", até ao Castanheira nos dias de hoje, pensamos que o Monte Frio teve sempre uma tradição ininterrupta nestas belas, mas difíceis artes.
O Monte Frio tem poucos engenheiros. Pelo que se conhece, todas as obras com intervenção de engenheiros no Monte Frio, tiveram de ser todas com engenheiros importados.
Actualmente o Monte Frio não tem arquitectos e a ver pelos mamarrachos com que nos brindam nos dias de hoje (veja-se as paredes na CRIL na Buraca e Damaia, o alto do parque Eduardo VII em Lisboa, a doca da Expo, a Casa da Música no Porto, os viadutos e túneis rodoviários que metem água quando chove, o cemitério em Lisboa onde os corpos não se decompõem, os legos do Frank, etc., etc., etc.), espera-se que nos próximos largos anos e décadas nem se lembrem de vir cá fazer o que se vê fazerem naqueles locais.

7) Cinema

Até muito recentemente o Monte Frio não tinha uma única ligação ao cinema. Tudo mudou quando em 2006 e 2007 o montefriense Armando Pimenta Nunes participou como actor no filme rodado na região de Arganil e arredores "Aquele Querido Mês de Agosto" de Miguel Gomes. Ainda aparecem no filme como figurantes, os montefrienses Arlindo Costa, Vítor Cândido e Belmira Gonçalves, além de outras referências à aldeia do Monte Frio. Numa cena apareceram o Arlindo Costa e o Vítor Cândido a cantar e a Belmira Gonçalves apenas com uma participação visual. Nessa cena Vítor Cândido participou com a pequena, mas famosa frase "ó brilhante sociedade". O Monte Frio geográfico e a Malhada aparecem em algumas cenas filmadas a partir dos Pardieiros, algumas casas do Monte Frio urbano aparecem numa cena do filme filmada a partir dos Pardieiros e o Monte Frio aparece no mapa do concelho de Arganil que o filme apresentou numa outra cena. Numa outra cena nos Pardieiros faz-se referência ao "Armando do Monte Frio". E na cena das cantorias aparece ainda o cartaz da "Festa da comemoração do 60º aniversário da Comissão de Melhoramentos de Monte Frio" (ano de 2007), ficando assim para a história como a única festa do Monte Frio com repercussão mundial. Este filme foi galardoado com inumeros prémios pelos vários países do mundo onde foi exibido, do qual se destaca o de melhor filme português estreado em 2008 na cerimónia da XIV Gala dos Globos de Ouro da estação de televisão SIC.

8) Medicina

Diz-se que água da Barroca cura algumas doenças. Não sabemos se será verdade, mas pelo menos sabemos que ela é cristalina, boa e pura, segundo análises feitas num prestigiado instituto. Esperemos que continue sempre assim.
A medicina tradicional perdeu-se no Monte Frio. Hoje em dia os montefrienses recorrem à medicina moderna em Côja, Arganil ou Coimbra, mas não está provado que seja melhor do que a tradicional.
O último registo de medicina no Monte Frio foi da existência de um popular endireita.

9) Política e Órgãos Autárquicos

O Monte Frio é representado oficialmente pelo Presidente da República, Assembleia da República, Governo da República, Câmara Municipal de Arganil e Junta de Freguesia da Benfeita, pelos respectivos presidentes, assembleias e orgãos directivos, eleitos democraticamente entre todos os cidadãos eleitores da República Portuguesa. Os valores políticos que o Monte Frio defende são: patriotismo, nacionalismo, bairrismo, vida, liberdade, trabalho, esforço, dedicação, devoção, glória, livre iniciativa, propriedade privada, mérito, família, segurança, anti drogas, anti leninismo-trotskismo, anti capitalismo e solidariedade.
O Monte Frio é uma das 9 aldeias da freguesia da Benfeita. É a 3ª em número de habitações e população.
Em termos de afinidade o Monte Frio esteve sempre ligado à povoação da Benfeita e por isso sempre aceitou que a sede da sua freguesia fosse na povoação da Benfeita. Quando se formou a freguesia da Moura da Serra a povoação recusou-se e bem, a integrar a nova freguesia, uma vez que as afinidades com a Benfeita sempre foram historicamente superiores às ligações com a povoação da Moura da Serra, sempre houve uma certa rivalidade com a Moura da Serra e o Monte Frio sempre foi uma povoação maior do que a povoação da Moura da Serra. Isto tudo justificou a recusa dos montefrienses de integrar a nova freguesia, apesar desta povoação ficar bem mais próxima do Monte Frio do que a povoação da Benfeita.

Sugestões e comentários para o correio electrónico: montefrio01021345@gmail.com

'Esta terra que sou eu' de Maria Otília Duarte Pimenta Henriques
«Esta terra que sou eu» de Maria Otília Duarte Pimenta Henriques


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